Centro da capital paulista recebe maior obra a céu aberto e figura em três categorias do Guinness

Foto: Divulgação

 

Com 15 murais em fachadas cegas, a obra ‘Aquário Urbano’ tem formato 360º e 10 mil metros de área pintada pelo artista Felipe Yung, o Flip

    Uma viagem ao mar em meio ao concreto. Essa é a experiência promovida pelo ‘Aquário Urbano’, a maior obra urbana a céu aberto do mundo, com murais criados em 15 empenas, formando um 360º entre as ruas Major Sertório e Bento Freitas, na República. A obra é uma parceria entre o artista Felipe Yung, o Flip, há mais de 25 anos espalhando suas cores e formas pelo mundo por meio do graffiti, e o produtor cultural Kleber Pagú, que liderou projetos premiados.

    A obra tem por objetivo a transformação de uma área degradada, a exemplo de Wynwood Arts District, em Miami (EUA) e Quinta do Mocho, em Lisboa (Portugal). A ideia é contribuir localmente com os esforços públicos e privados de revitalização da região central, promovendo integração social, empreendedorismo e turismo através da acessibilidade gratuita à arte urbana de alta qualidade.

    Além da questão visual, o projeto ainda traz um alerta: a preservação das águas doces e salgadas, bem como suas respectivas populações. Por isso, o Aquário Urbano é o único aquário do mundo que não mantém os animais em cativeiro. Eles estão livres pela cidade. Segundo levantamento promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, que monitorou os recursos hídricos das bacias do Alto e Médio Tietê e do Litoral Norte, dos 134 pontos de análise, somente 3% apresentaram boa qualidade da água.

A poluição está presente em 41 rios do Estado, impossibilitando atividades como pesca, lazer e transporte. “Precisamos cuidar das nossas águas, dos nossos recursos naturais. Só assim as cidades serão sustentáveis”, afirma Kleber Pagú. Dessa forma, o projeto reciclará parte dos seus resíduos, transformando latas de tinta vazias e outros materiais.

Guinness Book
O ‘Aquário Urbano’ é uma obra que já nasce com três recordes mundiais, além de ser o maior graffiti mural do mundo, também é a maior obra freestyle e a maior instalação de realidade virtual, o que lhe garante 3 registros no Guinness World Records, sendo dois inéditos.
Hoje, com o primeiro mural concluído e o início do segundo, já é possível baixar o aplicativo Aquário Urbano no Play Store e aproveitar toda a experiência promovida pelos murais. É possível interagir com os animais, ouvir os sons e toca-los por meio de um cardboard.
“É a primeira vez que a população poderá, de fato, interagir dessa forma com uma obra de rua. Nesse caso, são baleias, polvos, águas-vivas, enguias, peixes, arraias… Todo um universo que já estou acostumado a retratar e observo há muitos anos”, conta Flip.

Sobre Felipe Yung

 

Felipe Young. Foto: Divulgação

Flip é um artista que fez seu nome nas ruas, onde há mais de 20 anos, espalha por onde passa seus traços e cores.Árvores nativas, erotismo, caligrafia urbana (tags e pixação), monstros, camuflagem e uma grande dose de cultura japonesa, entre elas a caligrafia (shodo) e as xilogravuras (ukiyo-e). Essa mistura de influências traduziu-se em uma originalidade que garantiu que Flip tenha hoje reconhecimento no cenário nacionale internacional, transitando entre o underground, mainstream e mercado de luxo. Já trabalhou com Marcelo D2, Nike, Adidas, Puma, além da rede internacional Sushi Samba, presente nos EUA e Eur. Foi também um dos escolhidos para representar o Brasil em um evento cultural em Moscow e Londres a convite da Embaixada Brasileira. Os trabalhos do artista já foram expostos em Madrid, Barcelona, Las Vegas, New York, Los Angeles, Moscou, Londres, Osaka, Tóquio, Paris e Brasil.

 

Sobre Kleber Pagú

   

Kleber Pagú – Foto: Divulgação

Expertise de rua – de camelô a mascate – tornou-se produtor cultural do SESC, trabalhou na área comercial da BRF e Sanofi, e hoje é membro da Comissão de Assessoria de Assuntos de Arte de Rua da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Idealizador da recém-criada SP Galeria de Arte Urbana, projeto que integra a incubadora da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Produziu dezenas de painéis no Brasil e no exterior de artistas renomados, conquistando duas inserções no Guinness World Book.

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