Câmara na Rua escuta reivindicações de moradores da Zona Leste
Rafael Limonta, subprefeito de Itaquera e a vereadora Dra. Sandra Tadeu durante escuta ativa da 2ª edição do Câmara na Rua no CEU Rei Pelé. Foto: Riselda Morais
Foram reivindicadas ações de melhorias nas áreas de educação, saúde, mobilidade, segurança e principalmente políticas públicas para idosos
Riselda Morais – São Paulo – A população da Zona Leste da capital paulista, reivindicou presencialmente melhorias nas áreas de educação, saúde, mobilidade, segurança pública e principalmente políticas públicas para os idosos, diretamente aos vereadores, neste sábado (25/04) no CEU Rei Pelé no Jardim Santa Maria, região de Itaquera, durante a segunda edição do Câmara na Rua.
Dos 55 vereadores, esteve presente a mesa nessa edição, apenas a Vereadora Sandra Tadeu que ouviu todas as reivindicações, que foram anotadas para posteriormente serem repassadas ao presidente da Câmara Municipal Ricardo Teixeira que instituiu o Câmara na Rua.
A Vereadora Dra. Sandra Tadeu, vice-presidente da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher falou sobre a importância do Câmara na Rua para a escuta ativa da população, sobre o contato direto entre autoridades e munícipes e convidou a população para participar das sessões na Câmara Municipal de São Paulo. “Você tem a oportunidade de estar conversando com as autoridades presentes, sobre as suas reivindicações”, e observou a diferença apresentada. “Hoje é um pouco diferente, não é o vereador que vai até o seu bairro, é a Câmara inteira que está dentro do seu bairro”.
Rafael Limonta, subprefeito de Itaquera esteve presente, ouvindo e anotando as reivindicações dos moradores da Zona Leste. “É um evento de extrema importância, viemos aqui para escutar as demandas da população e atendê-las o mais rápido possível”, disse o subprefeito.
A primeira reivindicação foi feita pela Sra. Viviane Laverti, Integrante do Fórum da Cidadania da Pessoa Idosa Neide Duque, do bairro da Mooca. “Vim solicitar para a cidade de São Paulo, mais salas de EJA (Educação de Jovens e Adultos)”. E apresentou dados “De acordo com o IBGE 2022, tem mais de um milhão e setecentas mil pessoas idosas acima de 60 anos e entre elas tem a taxa de analfabetismo de 8% (60 mil idosos analfabetos),”e acima de 65 anos a taxa é de 15%. A Sra. Viviane reclamou que mais de 300 salas do período vespertino e matutino foram fechadas.

Políticas públicas para os idosos foi a principal reivindicação da população. Fotos: Riselda Morais
O Sr. Sebastião Gonçalves de Souza reivindicou habitação para os idosos. “A cidade de São Paulo não consegue resolver moradias para os idosos vulneráveis de baixa renda” e apontou como principal política o aluguel social, informou que o número de moradia social é limitada, apenas 903 unidades em 6 empreendimentos e reivindicou a ampliação do aluguel social. “O aluguel social para o idoso não é apenas moradia, mas também proteção contra isolamento, insegurança, perda de dignidade e risco de serem moradores de rua, jogados na sarjeta”, reivindicou Sebastião.
A Sra. Adelina Gomes da Costa reivindicou melhorias nas calçadas da cidade, ela falou sobre a falta de mobilidade, das más condições das calçadas, dos buracos, desníveis e dos riscos de queda e de acidentes para os moradores, mas principalmente para os idosos, pessoas com bengala, deficientes visuais e de cadeira de rodas. “A dificuldade para fazer as atividades básicas, como ir ao mercado, ao médico, a farmácia levam ao isolamento social, piorando as doenças crônicas, levando a depressão e ansiedade. Essa cidade é inimiga dos idosos,” desabafou.
A principal reclamação dos idosos foi a realocação de parte do orçamento destinado as políticas para os idosos, segundo eles, cerca de 2 milhões foi realocado para o Lollapalooza e solicitaram a fiscalização dos vereadores e a verba de volta. “Exigimos que os vereadores e vereadoras façam a fiscalização destes valores do orçamento, pois somos mais de 2 milhões de pessoas idosas na cidade de São Paulo”, afirmou Luiz Antonio de Souza dos Santos do Fórum da Pessoa Idosa de São Mateus.
Foram reivindicados também, por moradores de diversos bairro:
Regularização Fundiária no Jardim Elizabeth II.
Parte da ciclovia da Radial Leste, no trecho entre Tatuapé e centro.
Presença da Guarda-civil aos finais de semana em Vila Guilhermina, Zona Leste, para coibir linhas cortantes usadas por pipeiros.
Melhorias nas calçadas da cidade Tiradentes, reforma no teto do terminal de ônibus e conserto do vazamento de esgoto dentro do terminal.
Mais medicamentos nas UBSs. Mais equipamentos para realização de exames de pouca e média complexidade e mais médicos especialistas na UBS Vila Guilhermina Dr. Américo Raspa Neto.
Mais leitos e equipamentos para exames e ampliação do Hospital Dr. Alexandre Zaio, Vila Nhocuné que atende uma grande demanda com poucos recursos.
Ampliação da UBS Jardim Bandeirantes em Guaianases.
Ao final a vereadora Dra. Sandra Tadeu informou: “Nós ouvimos 60 pessoas e saímos daqui com uma série de reivindicações e ideias para que possamos melhorar cada vez mais. Tudo que foi apresentado aqui será documentado, nada é brincadeira. Conheci muitas pessoas, foi uma bela sessão. Vou levar as reivindicações para o nosso presidente Ricardo Teixeira, faremos uma indicação e vamos levar isso tudo ao Executivo para que tome as devidas providências”.

