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A luta pela erradicação do preconceito e da violência contra a mulher

Durante evento em que recebeu o Troféu Diamante Mulheres Notáveis 2016, a Especialista em Comunicação, Jornalista e Poetisa Riselda Morais lembrou dados da violência contra as mulheres no Brasil
Por: Riselda Morais

No mês das mulheres, no qual comemoramos o Dia Internacional da Mulher em 08 de março, temos muitas conquistas a comemorar, mas temos também, muitas lutas diárias pela frente até conquistarmos a igualdade de gênero, vencermos a violência e o preconceito. 
Aos poucos, as mulheres estão ocupando cargos que antes eram ocupados exclusivamente pelos homens, essa inserção feminina está em todas as áreas profissionais que vão desde a mulher Presidente da República, piloto da Força Aérea, piloto do Águia, médica legista, Coronel, Comandante, Major, engenheira, pedreira, taxista, motorista de ônibus ou caminhão e tantas outras profissões, em que as corajosas mulheres, mães, donas de casa e chefes de família estão desbravando novas fronteiras e indo a luta, estão identificando as necessidades organizacionais e agregando valores as equipes, antes formadas só por homens, ocupando espaços que vão desde as plataformas de petróleo até o canteiro de obras. 
No entanto estas conquistas ainda causam estranheza e resistências na sociedade que dificulta-lhes a execução de suas funções por mais focadas e objetivas que sejam. 
Enquanto de um lado o mercado de trabalho atual exige requisitos encontrados nas mulheres como a sensibilidade, dinamismo, percepção aguçada, bom relacionamento interpessoal e versatilidade, por outro lado, nega seus direitos no cargo oferecendo um salário médio 30% menor que o dos homens. 
Quando se trata de política, apesar de termos a presidência que é o mais alto cargo ocupado por uma mulher, o Brasil continua a ocupar 121º lugar no ranking de participação de mulheres na política. 
No Congresso Nacional são apenas 10% dos assentos ocupados por mulheres. 
Nas prefeituras também apenas 10% são ocupadas por mulheres e 12% nos conselhos municipais. 
Quando se trata de desempregados, o número de mulheres é duas vezes maior que a de homens.
Segundo dados do Mapa da violência contra as Mulheres 2015, no período de 1980 a 2013, foram assassinadas 106.093 mulheres e hoje, uma mulher é assassinada a cada duas horas. 
Cerca de 55,3% do feminicídio acontece no ambiente doméstico, 50,3% dos assassinatos são cometidos por familiares e 33,2% dos assassinos são marido, namorado ou ex. Esses dados colocam o Brasil como o sétimo país do mundo com maiores taxas de feminicídio. 
Segundo a ONU, diariamente 119 mulheres morrem no mundo, cinco mulheres são assassinadas por hora, vítima de seus parceiros.
Os estupros que antes eram cometidos nas vielas, nos becos e no escuro, são agora cometidos de forma coletiva e em público, dentro de parques, escolas, campus de faculdades, festas. 
Segundo o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2014 foram registrados 47.646 estupros, isto representa uma média de 130,5 estupros por dia, são 5,4 estupro por hora. Em 2012 foram mais de 50.000 estupros registrados.
Apesar das muitas conquistas femininas, ainda temos que encarar os problemas das desigualdades salariais, da pouca representatividade na política e da violência doméstica. 
No trabalho se faz necessário que reconheçam cargos e esforços iguais com remuneração igual para homens e mulheres. 
A valorização profissional não deve depender de gênero e sim de competência e capacidade! 
É hora dos homens de mente primitiva perceberem que devem conservar os bons costumes e não o machismo e a violência. 
É hora de reconhecerem que a mulher é um ser individual, com vida própria e não o objeto do qual ele se acha dono. 
Nos lares, é hora dos pais ensinarem aos seus meninos a mudança de atitudes e comportamentos machistas; ensinar a respeitarem as meninas, as tratarem com gentilezas e não com agressão; que nos momentos de estresse não se deve aliviar as tensões maltratando ninguém, falando com desdém, rispidez, desvalorizando; ensinar aos meninos para que possam se tornar bons homens, bons namorados, bons maridos, bons pais e antes de tudo bons filhos, porque uma personalidade agressiva vai maltratar a todos, inclusive aos próprios pais. 
Os homens têm a responsabilidade de eliminar a violência contra as mulheres e meninas. 
Devemos também, ensinar as nossas meninas a se dar valor e mostrar-lhes que ter valor não é ter preço. 
Ensinar as meninas que não devem ter medo de denunciar ameaças ou agressões e que não deixem de fazer por vergonha, pois quem deve se envergonhar é o homem ou o menino que agride uma mulher ou uma menina. A lutar para conquistar cargos e bens por merecimento em seu trabalho, em sua profissão! 
Pela igualdade, para o bem e pelo avanço de uma sociedade livre e sem violência de gênero!

 

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© Riselda Morais