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Descontentamento dos brasileiros provoca os maiores protestos das últimas décadas

 

Por: Riselda Morais

A frase do Hino Nacional “Verás que o filho teu não foge a luta“ nunca foi usada com tanto fervor como nos últimos dias, quando os brasileiros passaram a realizar as maiores manifestações das últimas décadas. Desde o dia 06 de junho, o cenário, vezes de guerra e vezes de manifestação pacífica se repetiu nas maiores cidades do País, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nas quais as ruas foram tomadas por manifestantes que começaram protestando contra o aumento das tarifas dos transportes públicos e da má qualidade do serviço oferecido e conforme os protestos foram crescendo, as manifestações passaram a ser também contra a corrupção, exigindo mais investimentos nas áreas de saúde e educação, criticas ao PEC37 que é um dispositivo legal que anula o poder de investigação do Ministério Público e deixa margens livres para o aumento da corrupção no País.
Os militantes promoveram mobilizações em proporções que não eram vistos desde 1992 quando “os caras pintadas“ que foram as ruas exigir o impeachment de Fernando Collor de Mello.
Os protestos que são realizados pacificamente vêm para fazer ser ouvida a voz do povo com reivindicações legítimas e para mudar para melhor o nosso País, como tantos outros já realizados ao longo de nossa história. 
Os grupos pacíficos têm recebido o respeito e apoio da população que entende as manifestações pacíficas como parte da democracia desde que mantida a ordem. Mostra disso, pode ser presenciada em momentos em que manifestantes entregaram flores para Policiais Militares e quando 10 policiais militares acompanharam ativistas, se sentaram lado a lado na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e foram aplaudidos por integrantes do protesto.
Os protestos violentos realizados por grupos de manifestantes que visam a destruição de sedes públicas, portas de prédios e janelas, veículos particulares, ônibus, trens, pichações em muros e monumentos e colocando fogo no que encontra pela frente, além de estar longe de ser manifestantes, tem provocado confrontos com policiais que tentam conter os baderneiros com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, dentro deste cenário, muitos policiais se excederam agredindo até fotógrafos, cinegrafistas e jornalista, ignorando a liberdade de imprensa e o direito que lhes cabe de fazer a cobertura e noticiar os acontecimentos sem ser detidos, ameaçados ou agredidos. Aos grupos que agem com vandalismo falta-lhes a consciência que ao destruir lixeiras nas ruas, destruir lojas e agencias bancárias, trens, ônibus, viaturas e carros de bombeiro, veículos de particulares que nada têm a ver, prédios públicos, bancas de jornais, estão causando prejuízos a si mesmo e a toda a população, nada se ganha com a violência senão mais violência.
Para que o caos não se instale nas cidades que amamos, como no dia em que as pessoas foram pegas de surpresa pelo protesto e saíram correndo para todos os lados tentando se proteger; motoristas e passageiros de ônibus inalando gás de pimenta sem ter como fugir em meio ao trânsito ou fugindo pela contramão, cabe aos ativistas manter a ordem das manifestações para que vândalos não prejudiquem o “direito de ir e vir“ das pessoas que estão indo ou vindo do trabalho, da faculdade, da escola, do hospital, estejam essas pessoas circulando em seus veículos ou a pé tanto quanto é um direito que lhes cabe se manifestar e se fazer ouvir. 
As agressões cometidas por alguns policiais repercutiram negativamente nas redes sociais quando vítimas e testemunhas postaram fotos, relatos e vídeos, repercutiu também na imprensa nacional e internacional. Em outros países, através das redes sociais foram marcados protestos de apoio as manifestações em São Paulo.
Resta-nos torcer para que as manifestações pacíficas alcancem seus objetivos, que as badernas não se repitam, que todos saibamos ouvir a voz das ruas e que os políticos, as tomem, no mínimo como aprendizado.

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© Riselda Morais