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Pequenas e médias empresas devem focar em publicidade e comunicação das mídias regionais

Por: Riselda Morais

Uma grande empresa necessita de uma comunicação integrada de marketing feita de forma estratégica e organizacional junto ao mercado posicionando e divulgando os produtos, os serviços, a marca, os benefícios e soluções usando o composto da comunicação que é a publicidade, a propaganda, assessoria de imprensa, promoção de vendas, internet, marketing direto e relações públicas focando o público-alvo, com campanhas desenvolvidas por profissionais das agências e inserida em vários veículos de comunicação ao mesmo tempo, isto tem um preço alto, é um investimento para o qual a empresa tem uma verba específica e sem o qual a empresa ou a marca pode ser devorada pela concorrência.
Mas a publicidade não é coisa só das grandes empresas, as pequenas, médias e microempresas podem e devem divulgar-se. Mas com algumas diferenças na ação. A pequena empresa não deve focar na grande mídia, grandes jornais e televisão, mas na imprensa regional, no jornal de bairro, fazer-se perceber, mostrar que existe, que seu produto, sua marca existe e está a disposição do consumidor, criar uma boa reputação e usar a repetição, ou seja, uma publicidade constante. 
O empreendedor, que é o comerciante, o dono do mercado, da loja de calçados, de roupas, precisa antes de tudo conhecer a região onde está e manter uma boa relação interpessoal, com o cliente, com o vizinho, enfim, com o consumidor e com o fornecedor, conhecer seus concorrentes, o potencial de crescimento e conhecer a necessidade do cliente para melhor atendê-lo. 
O consumidor do comércio regional tem pouco tempo, dinheiro contado e muita informação, o que dificulta a absorção da mensagem veiculada em meios de comunicação em massa, na grande mídia e isso o faz acabar comprando apenas pelo preço, independente do valor agregado a marca, ao produto, da qualidade oferecida.
O comércio do bairro precisa ressaltar seus pontos fortes e atacar os pontos fracos do negócio, por exemplo, se seu ponto fraco é o preço precisa ressaltar a qualidade para que o consumidor veja que vale a pena pagar mais por um produto melhor; se o ponto fraco são as filas no caixa que ele ressalte o preço baixo, vale a pena perder em minutos e ganhar em dinheiro. 
A publicidade deve ser uma constante, não adianta inserir um anúncio pequeno, com uma infinidade de informações em letras pequenas, sem observar a objetividade, a qualidade da mensagem e o público alvo, uma única vez e esperar encher a loja. A mensagem precisa ser clara e objetiva, de fácil entendimento para ser absorvida. 
O retorno na publicidade depende da repetição para colocar sua marca, seu produto ou serviço na mente do consumidor, depende também do preço oferecido, da qualidade do produto ou serviço, do atendimento ao cliente, da disposição do produto na prateleira, entre vários outros fatores. Muitos pequenos comerciantes culpam o veículo de comunicação por não vender quando muitas vezes o que mais lhes prejudica é o atendimento ao cliente e a imagem da empresa uma vez que nos bairros todos se conhecem e as informações também são passadas de pessoa para pessoa. Não adianta divulgar a loja e enganar o cliente, ele pode ser lesado uma vez, mas não voltará, por uma venda perde-se um cliente uma vida inteira e quando essa imagem negativa se espalhar não haverá publicidade que ajude. Por isto a transparência, a honestidade, a idoneidade é muito importante para todas as empresas de grande, pequeno ou médio porte.
A Internet veio como um meio prático e de baixo custo para a divulgação mas o consumidor do comércio do bairro não tem por hábito pesquisar na Internet antes da compra, ele gosta de ir no local mais próximo, conhecido, onde é certo que encontrará o produto, onde será adquirido com pronta entrega. 
O Jornal de Bairro é um forte aliado do comércio regional, torna pública a oferta, faz conhecer, divulga a marca , os produtos ou serviços com eficiência e eficácia, faz aparecer e atinge o público alvo e consumidor em potencial, mas ser bem vista, ter o produto bem aceito, vender bem depende também do ponto de venda, da qualidade do produto, da promoção, do tempo de divulgação, da imagem da empresa e da mensagem estar bem direcionada ao seu público. 
Riselda Morais é especialista em Comunicação e Mercado, Pós Graduada pela Faculdade Carlos Drummond de Andrade, Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Faculdade de Tecnologia e Negócios Carlos Drummond de Andrade, Jornalista MTB/SP 34.190 e Editora Pfx 907573 no Jornal do Momento News e Jornal Polo Paulistano.

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