O preconceito é fruto da ignorância, instrua-se e livre-se dele!

Riselda Morais

As diferenças é o que torna a vida mais interessante, a diversidade nos ensina o conhecimento. Uma pessoa não é igual a outra, mas isto não significa que uma seja melhor ou pior que a outra, as diferenças existem e precisam ser respeitadas. O preconceito nada mais é que um juízo preconcebido fruto da ignorância, um desconhecimento pejorativo referente a pessoas ou lugares e só pode ser vencido pelo conhecimento e instrução, é a pessoa preconceituosa quem precisa se melhorar como pessoa e como ser humano e não a pessoa vítima da discriminação.
Uma personalidade intolerante, autoritária, agressiva, limitada, arrogante, despreza qualquer idéia ou situação que ultrapasse a realidade preconcebida daquilo que considera normal. São muitos os tipos de preconceito e fica difícil acreditar que eles ainda existam em pleno século XXI, são erros passados de geração para geração e de pais para filhos, até que uma geração perceba que os conceitos associados a discriminação e as diferenças não revelam verdades e já não cabem no mundo de hoje.
Todos os tipos de preconceito geram hostilidade e violência, os mais comuns são:
Bullying e cyberbullying: preconceitos, agressões desferidas de forma física e verbal contra uma pessoa seja de maneira real ou virtual.
Misantropia (ou antropofobia): é um tipo de preconceito determinado pelo ódio à humanidade ou à raça humana.
Preconceito racial: associado à etnia, o racismo está diretamente ligado ao aspecto físico e a cor da pele, principalmente entre brancos e negros. No Brasil esta pratica consiste em crime inafiançável (o criminoso não poderá pagar fiança para responder em liberdade, terá pena de reclusão) e imprescritível (não importa quanto tempo passe, quando o acusado for pego o Estado tomará as devidas medidas para o julgamento do infrator).
Preconceito nativista/social/elitismo/linguístico: praticado contra imigrantes (migrantes internacionais) e pessoas que migram de um estado para outro dentro do próprio país, principalmente contra nordestinos.
Elitistas são pessoas que odeiam pobres, acreditam que são todos bandidos e que gostariam de separar o Brasil do Nordeste, insensíveis à desigualdade social tão expressiva no país. O preconceito social, embora em menor escala, pode ocorrer de baixo para cima também, quando se acredita que todo rico é corrupto, inescrupuloso e explorador.
Comentários ofensivos contra nordestinos são uma constante nas redes sociais. Os livros didáticos passam implicitamente uma visão discriminatória retratando o nordeste como um lugar pobre e de privações por causa das secas.
Os pais passam erroneamente a idéia preconcebida aos filhos ao tratar nordestinos e imigrantes no sentido pejorativo como “aquele paraíba”, “o cabeça chata”, “o ceará”, “todo baiano é preguiçoso”, “o ebola só podia vir da África”, “não gosto de argentinos”, com isto está implantado o preconceito em mais uma geração porque a educação está errada e fora da realidade. Seria diferente se levassem seus filhos para conhecer o Nordeste e os ensinasse a respeitar as diferenças e a usufruir de toda a beleza da região. Pobreza há como em todos os outros estados brasileiros, assim como também há muitas riquezas naturais e culturais.
Homofobia/lesbofobia/Bifobia e Transfobia são preconceitos de caráter sexual, de pessoas que não respeitam a opção sexual dos outros, a individualidade do próximo. Se entenderem que cada um deve cuidar da própria vida e não da vida dos outros, aprenderão a aceitar a opção alheia.
Gordofobia/peso/tamanho: é o preconceito ou intolerância contra pessoas gordas, mas a ditadura da beleza discrimina altos, baixos e magros também. Há um estereótipo e o preconceito está encravado principalmente contra pessoas acima do peso. Magro está com anorexia e gordo está obeso, enquecem-se que a beleza independe do peso e problemas de saúde exige cuidados e não críticas.
Perseguição e discriminação religiosa: a religião dominante ou fanáticos religiosos tentam impor os seus costumes aos seguidores de outras religiões, muitas vezes através da força, da segregação. Esquecem-se que Deus é um só, independente do caminho que percorremos para chegar até Ele.
Machismo/sexíssimo – a mulher luta arduamente pelos seus direitos, pelo reconhecimento profissional e por respeito. O preconceito contra as mulheres está enraizado na sociedade, onde muitos homens a tratam como se tivesse posse sobre ela, se fosse um objeto, coisa sua. Seu potencial é colocado em xeque, sofremos pela ditadura da beleza e da juventude, além dos muitos tipos de violência física, verbal e psicológica.
Preconceito com deficientes – discriminar, inferiorizar e mau tratar pessoas com deficiência mental, emocional ou física.
Liberte-se do preconceito, evolua, vença a si mesmo e seja mais feliz!